sábado, 17 de agosto de 2013

POR AMOR A SÃO GONÇALO


 

Acorda, ó minha linda cidade,

Que já foste tão disputada e tão discutida  és,

Eu não quero ver-te dorminhoca como se fora

Infestada de protozoários da mosca tsé-tsé .

Tu que, outrora em 1854 foras  prestigiada até por imperador

Despertando alegria e emoção do teu povo,

Hoje, cento e cinquenta e oito anos passaram-se e a cada  dia

Desejo conhecer a tua história de  novo .

Há quarenta e oito anos sou teu imigrante,

Aqui entrei para viver, trabalhar e te amar,

Não permito que te vejam tão só, tristonha, aborrecida e adormecida,

Mas que, doravante te vejam acordada, formosa e alegre como o chilrear

Do teu velho e saudoso  sabiá .

Não se sabe se este velho cantor que alegra as tuas  matas ,

Canta por ser alegre ou é alegre porque  canta ,

Mas sei que, jamais permitirei a qualquer que  ousar

Maltratar, adormecer e agir de má fé com a terra que me  encanta .

A história ensina e lembra, minha querida cidade, o que muitos outros já te disseram que, quando as coisas em nossa sociedade vão mal, os que estão no poder procuram mil  desculpas. Destas já estou farto, como também de ver no esquecimento todas as falhas e culpas dos governantes, que tão bem deveriam tratar-te, amar-te e respeitar-te. Esta poesia que te faço não tem nenhuma conotação política, mas pede momento próprio.  É também a grande esperança de ver-te alegre ao lado de rostos amigos que, bailarão na espuma de um sonho, com incentivos e forças capazes de mover fronteiras e prosseguir a longa caminhada à procura da felicidade do teu  povo .

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