Acorda, ó minha linda cidade,
Que já foste tão disputada e tão
discutida és,
Eu não quero ver-te dorminhoca como
se fora
Infestada de protozoários da mosca
tsé-tsé .
Tu que, outrora em 1854 foras prestigiada até por imperador
Despertando alegria e emoção do teu
povo,
Hoje, cento e cinquenta e oito anos
passaram-se e a cada dia
Desejo conhecer a tua história de novo .
Há quarenta e oito anos sou teu
imigrante,
Aqui entrei para viver, trabalhar e te
amar,
Não permito que te vejam tão só,
tristonha, aborrecida e adormecida,
Mas que, doravante te vejam acordada,
formosa e alegre como o chilrear
Do teu velho e saudoso sabiá .
Não se sabe se este velho cantor que
alegra as tuas matas ,
Canta por ser alegre ou é alegre
porque canta ,
Mas sei que, jamais permitirei a
qualquer que ousar
Maltratar, adormecer e agir de má fé
com a terra que me encanta .
A história ensina e lembra, minha
querida cidade, o que muitos outros já te disseram que, quando as coisas em
nossa sociedade vão mal, os que estão no poder procuram mil desculpas. Destas já estou farto, como também
de ver no esquecimento todas as falhas e culpas dos governantes, que tão bem
deveriam tratar-te, amar-te e respeitar-te. Esta poesia que te faço não tem
nenhuma conotação política, mas pede momento próprio. É também a grande esperança de ver-te alegre
ao lado de rostos amigos que, bailarão na espuma de um sonho, com incentivos e
forças capazes de mover fronteiras e prosseguir a longa caminhada à procura da
felicidade do teu povo .
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